I CONCURSO PETROBRAS CASABLOCO DE ARTES CARNAVALESCAS

Minha caixa de guerra ritmava o som das minhas andanças
Na gramática da tua cadência me deixei amansar
A harmonia do toque de tuas cheganças
Rege meus quadris e os fazem bailar
Como mestre-sala e porta-bandeira que conduzem e
Apresentam o estandarte da sedução
Com teu gingado, tu tiras minha marra
Na bossa das minhas fantasias, me aventuro
Na bateria num transe entre um ijexá e um ilu
Tu causas delírios e derrubas um muro
Minhas alegorias já não vestem tabu
Assim…faz… apertas, alisas, deslizas sobre meu corpo
Já curtido dos desejos, do conjunto de enredos
Musicados na liberdade e suavidade dos seus dedos
Faz tu um carnaval!
Nesse idioma de tambores
Elucidação dos mundos, dos tempos e da vida
Outras palavras, outras falas, outros odores
Aguidavi poderoso que narra uma história enegrecida.


VALESCA LINS carioca, pedagoga da rede pública, escritora, Dramaturga e Roteirista. Participo desde 2019 de várias antologias, como: Negras Crônicas (Villardo, 2019) Carolinas: A nova geração de escritoras prestas (flup, 2021) e etc. Em 2020, lancei meu primeiro livro de contos Minhas Conversas Florescidas no Khat, ganhador do prêmio literário Maria Firmina. Em 2023, lancei meu segundo livro de contos intitulado “Rio, o Ori“. Sou autora dos textos teatrais “Mãe Preta”, da trilogia “Matriarcas” que será encenado em 2025 e “Espelhos”.

A aquarela que acompanha o poema é de autoria de RAPHAEL GONÇALVES, historiador e atua como artista no carnaval paulistano, elaborando desenhos de figurinos e alegorias e executando a adereçagem de peças para as escolas de samba paulistanas.

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